Sem Pretensão II
  Andorinha Sozinha não faz Verão

 

O ser-humano é realmente muito interessante. Vejo pessoas que reclamam que o governo não faz nada para ressociabilizar pessoas em situação de risco, como crianças que entram para o crime, que são vítimas do crime, de abusos, de violências das mais variadas espécies. Estas mesmas pessoas criticam também o fato de o governo não fazer nada para dar dignidade as pessoas com baixa renda, que não têm estudos, ou que nasceram e cresceram em situações como as descritas acima. Fácil demais criticar.


E dá-lhe reclamação. O imposto não é usado para isto conforme deveria. Realmente. Concordo que muito mais poderia ser feito com os recursos dos impostos que pagamos. Isto é fato líquido e certo. Porém nós sabemos que estamos muito distantes ainda de ver os impostos serem adequadamente usados para ajudar no social. Mas por causa disto vamos simplesmente cruzar os braços e não fazer nada por aqueles que se encontram em tal situação??? Vamos fechar os olhos para as crianças que vêm sendo abusadas dia após dia? Vamos fechar os olhos para as mães que são violentadas por seus companheiros? Que são surradas por estes mesmo que dizem amá-las? Por mulheres e crianças que moram abaixo da linha de pobreza, muitas vezes não tendo nem banheiro e nem condições sanitárias em seus lares e que por não possuírem nem mesmo uma tranca na porta vêem seus barracos serem invadidos por bandidos que além de abusarem das mesmas ainda cometem atrocidades contra seus filhos???


Vamos cruzar os braços??? Você deve estar lendo e pensando: - Claro que não! Vou fazer algo em prol de mulheres e crianças assim. Mas será que se for dada a oportunidade você realmente fará algo? Tenho quase absoluta certeza que não. Com algumas honrosas e raras exceções que realmente colocam a mão na massa, muitos ficam só no discurso insuflado e totalmente teórico. Por que falo isto? Porque recentemente eu e um grupo de amigos nos unimos para ajudar uma instituição que tira mulheres e crianças destas situações de riscos e as colocam em um lugar digno, onde ensinam desde higiene pessoal – pasmem, muitas delas nunca viram nem banheiro e nem sabiam usar vasos sanitários, porque a única forma de fazer suas necessidades era em algum buraco furado no chão, ou simplesmente nas áreas comuns dos barracões – até a serem profissionais.


Este local além de colocá-las em um lar ainda lutam pelos direitos das crianças e das mães através da justiça para buscarem pensão alimentícia para os filhos, também matriculam as crianças em escolas, além de dentro da própria instituição darem no período em que não estão na escola, reforço escolar. As mães passam primeiro por um processo de tratamento, pois muitas delas chegam psicologicamente abaladas pelos abusos que sofreram  (surras, estupros, todo tipo de humilhação) depois  são inseridas no mercado de trabalho e ensinadas a como utilizar o dinheiro em prol da família. Depois que a família está totalmente ressociabilizada, com sua dignidade restabelecida, são então orientadas em alugar um imóvel, com a ajuda das pessoas da instituição, e irem viver com sua família uma realidade totalmente diferente da que viviam antes de entrarem para lá. Estas famílias entram como farrapos humanos e saem com sua auto-estima e dignidade restauradas. Isto é tudo que precisam.


Então eu e meus amigos unimos nossos esforços para ajudar esta instituição, pois ela só conta com o apoio da caridade alheia, uma vez que o governo não contribui ainda para ajudá-los. Neste esforço além de nós mesmos ajudarmos com algo que necessitavam ainda fomos atrás de ajuda de outras pessoas físicas e jurídicas. O que mais me chateou nisto tudo e até isto é uma espécie de desabafo é que tanto eu, quanto eles, passamos e-mails para nossas listas de amigos e conhecidos para saber se poderiam contribuir ao menos com algum item da necessidade que estas pessoas possuem. Eu devo ter enviado e-mail para mais de trezentas pessoas, destas trezentas algumas responderam que não podiam ajudar, uma meia dúzia de pessoas mais ou menos, o que compreendo e não recrimino porque sei que estas que me responderam se pudessem realmente teriam nos auxiliado com algo. E apenas uma pessoa, que inclusive nunca me viu, não me conhece, mas que faz parte de um grupo que participo de caminhada, me respondeu de forma afirmativa doando um computador, que aliás veio em excelente hora e o que ela doou foi o melhor, o computador além se semi-novo, veio com tudo direitinho e ela ainda teve o cuidado de pedir a um técnico para limpá-lo e deixá-lo como novo para nos doar, foi um ato de amor o que ela fez. Despretensiosamente e com tanto carinho que encheu os nossos corações de alegria.


Agora, você que me lê, pense comigo, de trezentos apenas oito pessoas responderam, o oitavo é um amigo que me disse que é contrário a ajudar se as pessoas têm como trabalhar, também concordo, porém em parte, você abriria a porta da sua empresa ou da sua casa para empregar uma mulher que você nunca viu, sem referências, que apanhava do marido e com, muitas vezes,  umas três ou quatro crianças para criar sozinha? O que esta instituição faz é exatamente dar a estas pessoas uma referência, dignidade e cuidado. Muito fácil julgar quando não se passou por situações como as descritas acima. Quero esclarecer que sou contra o “assistencialismo”, aquele tipo que simplesmente dá o peixe e não ajuda a pescar. Sou a favor deste tipo de instituição que dá a vara, a isca e o anzol.


Em resumo o que vejo é que somos uma sociedade hipócrita que tem discurso bonito, mas que a prática é totalmente insípida. Falamos dos políticos e fazemos igual a eles. A pergunta é: até quando?


Não sei vocês, mas quero uma sociedade que eduque as pessoas para que entendam que colocar filho no mundo não é igual ir na esquina comprar refrigerante. Ah! Por falar em filhos, se vocês como eu, um dia criticaram ou ainda criticam mulheres de classe mais baixa de colocar filho do mundo um atrás do outro, cuidado com a generalização, ao ouvir as histórias vemos que grande parte destes filhos são frutos de estupro praticado por pais, irmãos, traficantes e bandidos. Fora os que são filhos dos patrões!

Lutem e façam alguma coisa ao invés de ficar só no discurso. Se cada um de nós fizer algo, que seja doar um pacote de fraldas descartáveis – estamos precisando de 1000 pacotes – já será um começo. Vale aqui a velha máxima: Andorinha sozinha não faz verão.


“Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” Mt 25:40



Escrito por Déa Lima às 16h02
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Quanto tempo a gente perde na vida? Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros. Depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, aí mais tarde demora pra entender certas coisas, demora pra dar o braço a torcer. Viramos adolescentes teimosos e dramáticos. Levamos um século para aceitar o fim de uma relação, e outro século para abrir a guarda para um novo amor, e já adultos demoramos para dizer a alguém o que sentimos, demoramos para perdoar um amigo, demoramos para tomar uma decisão. Até que um dia a gente faz aniversário. 37 anos. Ou 41. Talvez 48. Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto. E a gente descobre que o tempo não pode continuar sendo desperdiçado. Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado no segundo tempo e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro ou fazer tabelas desnecessárias. Que esbanjamento. Não falta muito pro jogo acabar. É preciso encontrar logo o caminho do gol.

Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso. Tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade, é ir direto ao assunto. Excetuando-se no sexo, onde a rapidez não é louvada, pra todo o resto é melhor atalhar. E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.

Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando, não esperam sentados, não ficam dando voltas e voltas, não necessitam percorrer todos os estágios. Queimam etapas. Não desperdiçam mais nada.

Uma pessoa é sempre bruta com você? Não é obrigatório conviver com ela.

O cara está enrolando muito? Beije-o primeiro.

A resposta do emprego ainda não veio? Procure outro enquanto espera.

Paciência só para o que importa de verdade. Paciência para ver a tarde cair. Paciência para sorver um cálice de vinho. Paciência para a música e para os livros. Paciência para escutar um amigo. Paciência para aquilo que vale nossa dedicação. Pra enrolação, A T A L H O !!

Autor Desconhecido



Escrito por Déa Lima às 12h54
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DEFINIÇÃO DE SAUDADE

 Emocionante como uma criança pode definir um sentimento que muitos
adultos não sabem nem mesmo o que é.
 
Artigo do Dr. Rogério Brandão
Médico oncologista clínico
RC Recife Boa Vista D4500
 
Médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação
profissional, com toda vivência e experiência que o exercício da
medicina nos traz, posso afirmar que cresci e me modifiquei com os
dramas vivenciados pelos meus pacientes.
Dizem que a dor é quem ensina a gemer.
Não conhecemos nossa verdadeira dimensão, até que, pegos pela
adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além.
Descobrimos uma força mágica que nos ergue, nos anima, e não raro, nos
descobrimos confortando aqueles que vieram para nos confortar.
 
Um dia, um anjo passou por mim...
 
No início da minha vida profissional, senti-me atraído em tratar
crianças, me entusiasmei com a oncologia infantil. Tinha, e tenho
ainda hoje, um carinho muito grande por crianças. Elas nos enternecem
e nos surpreendem como suas maneiras simples e diretas de ver o mundo,
sem meias verdades.
 
Nós médicos somos treinados para nos sentirmos "deuses". Só que não o
somos! Não acho o sentimento de onipotência de todo ruim, se bem
dosado. É este sentimento que nos impulsiona, que nos ajuda a vencer
desafios, a se rebelar contra a morte e a tentar ir sempre mais além.
Se mal dosado, porém, este sentimento será de arrogância e
prepotência, o que não é bom. Quando perdemos um paciente, voltamos à
planície, experimentamos o fracasso e os limites que a ciência nos
impõe e entendemos que não somos deuses. Somos forçados a reconhecer
nossos limites!
 
Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei
meus primeiros passos como profissional. Nesse hospital, comecei a
freqüentar a enfermaria infantil, e a me apaixonar pela oncopediatria.
Mas também comecei a vivenciar os dramas dos meus pacientes,
particularmente os das crianças, que via como vítimas inocentes desta
terrível doença que é o câncer.
 
Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao
ver o sofrimento destas crianças. Até o dia em que um anjo passou por
mim.
 
Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada porém
por 2 longos anos de tratamentos os mais diversos, hospitais, exames,
manipulações, injeções, e todos os desconfortos trazidos pelos
programas de quimioterapias e radioterapia.
 
Mas nunca vi meu anjo fraquejar. Já a vi chorar sim, muitas vezes, mas
não via fraqueza em seu choro. Via medo em seus olhinhos algumas
vezes, e isto é humano! Mas via confiança e determinação. Ela
entregava o bracinho à enfermeira, e com uma lágrima nos olhos dizia:
faça tia, é preciso para eu ficar boa.
 
Um dia, cheguei ao hospital de manhã cedinho e encontrei meu anjo
sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. E comecei a ouvir uma resposta
que ainda hoje não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.
 
Meu anjo respondeu:
- Tio, disse-me ela, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar
escondido nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com
muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não
nasci para esta vida!
Pensando no que a morte representava para crianças, que assistem seus
heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indaguei:
- E o que morte representa para você, minha querida?
- Olha tio, quando agente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do
nosso pai e no outro dia acordamos no nosso quarto, em nossa própria
cama não é?
(Lembrei minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, costumavam
dormir no meu quarto e após dormirem eu procedia exatamente assim.)
- É isso mesmo, e então?
- Vou explicar o que acontece, continuou ela: Quando nós dormimos,
nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto, para nossa
cama, não é?
- É isso mesmo querida, você é muito esperta!
- Olha tio, eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o meu
Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!
 
Fiquei "entupigaitado". Boquiaberto, não sabia o que dizer. Chocado
com o pensamento deste anjinho, com a maturidade que o sofrimento
acelerou, com a visão e grande espiritualidade desta criança, fiquei
parado, sem ação.
- E minha mãe vai ficar com muitas saudades minha, emendou ela.
Emocionado, travado na garganta, contendo uma lágrima e um soluço,
perguntei ao meu anjo: - E o que saudade significa para você, minha
querida?
- Não sabe não tio? Saudade é o amor que fica!
 
Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um dar uma definição
melhor, mais direta e mais simples para a palavra saudade: é o amor
que fica!
 
Um anjo passou por mim...
 
Foi enviado para me dizer que existe muito mais entre o céu e a terra,
do que nos permitimos enxergar. Que geralmente, absolutilizamos tudo
que é relativo (carros novos, casas, roupas de grife, jóias) enquanto
relativizamos a única coisa absoluta que temos, nossa transcendência.
 
Meu anjinho já se foi, há longos anos. Mas me deixou uma grande lição,
vindo de alguém que jamais pensei, por ser criança e portadora de
grave doença, e a quem nunca mais esqueci. Deixou uma lição que ajudou
a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com meus
doentes, a repensar meus valores.
 
Hoje, quando a noite chega e o céu está limpo, vejo uma linda estrela
a quem chamo "meu anjo, que brilha e resplandece no céu. Imagino ser
ela, fulgurante em sua nova e eterna casa.
 
Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, pelas lições que
ensinastes, pela ajuda que me destes.
 
Que bom que existe saudades! O amor que ficou é eterno.
 
Rogério Brandão
Médico oncologista clinico


Escrito por Déa Lima às 18h32
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  Variadas

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Epílogo
Andréa de Araújo Lima

De um
Mais um
Fizeram-se Dois

De dois
Menos um
Tornaram-se Um

De um
Em um
Já não resta nenhum

Embora um dia
Dois foram
Um.

//

Melancolia
Andréa de Araújo Lima

São negros os dias
De negras manhãs
E tardes sombrias

São negras as noites
De profundo anoitecer
e madrugadas espessas

São negros os corpos
outrora alvos
São negras as almas
outrora áureas.

//

Covardia
Andréa de Araújo Lima

Do alto da sua torre
A negra dama
me chama

Envolta em sua túnica escura
de muito perto
 me espia

Seu hálito pesado
em minha nuca
se anuncia

Grita meu nome
clama minha alma
e não me sacia

Barbitúricos?
O doce sabor da cicuta?
Ou um simples defenestramento?

Tudo ocorre...
Tudo morre...
Menos a vontade
e a falta de coragem.

//

Nada Resta de Mim
Andréa de Araújo Lima

De tudo que já fui um dia
nada resta
nem uma aresta
nem uma fresta
por onde passaram
os meus dias azuis.



Escrito por Déa Lima às 12h27
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Puro Cansaço - Andréa Lima

Noite fria
Alma cansada

Chuva caindo
Alma ferida

Coração exausto
Alma entorpecida

Cansada de tudo
Tudo é cansaço.



Escrito por Déa Lima às 01h06
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  Dedões, Dores e Amores.

 Acerca de uns quatro meses atrás eu tive um problema no meu esquerdo, tive uma infecção no dedão do pé. Ela tomou tal proporção que acabei perdendo a unha. Foi horrível ter que arrancar, doeu um pouco, não muito porque a pele que a envolvia já estava “morta”. Agora novamente, neste mês de agosto me aconteceu de um bujãozinho de gás, conhecido vulgarmente como “liquinho” cair no dedão do meu pé direito e novamente, perdi uma unha, porém esta doeu um pouco mais. Bem, você deve estar se perguntando, o que ela quer dizer com isto? Credo, que coisa mais nojenta. Quero chegar em algumas lições que tirei sobre isto.

A primeira vez que tive que arrancar a unha foi dolorido, ficou feio, mas ao mesmo tempo, causou um alívio. Demorou uns dois dias para sentir este alívio, porque a carne estava exposta e a nova unha ainda não começara a aparecer. Porém não estava sentindo mais as fisgadas e a dor latejante que acompanham as infecções, já nem lembrava mais que o meu dedo existia, porque uma vez que você sente dor em uma parte do corpo, você toma total consciência que ela existe, mesmo sabendo que ela estava ali o tempo todo. Mas nesta primeira vez, nada de novo veio a minha mente em relação a esta ligação entre dor e alívio. Mesmo estando naquele momento, precisando em minha vida no todo este outro “alívio” que todos anseiam.

Nesta segunda vez, no entanto, algo me saltou aos olhos. Foi como se houvesse um holofote brilhando em cima do meu dedão na hora em que eu arrancava a unha. Como se o céu se abrisse e uma voz me dissesse: Sabe esta dor que você está sentindo? Ela vai passar. Sabe aquele bujãozinho que caiu no seu pé? Ele não teve culpa. Quem mandou você ser desajeitada e puxar o armário, tudo bem que você não sabia que ele estava ali, mas podia ter olhado tudo antes. Tá vendo como tá sendo fácil tirar o que já está morto? E tá vendo este pedacinho que ainda dói? Esta pontinha no alto do dedão que ainda tá vivo? Tá doendo muito não está? Mas deixa eu te contar: vai passar.

E de fato, doeu muito para tirar o que restava do alto do dedão, estava tão “arraigado” nele, tão colado, tão juntinho, não queria sair, porque o dedão já estava acostumando com aquele pedacinho de unha que estava ali, o dedão amava aquele pedacinho de unha, mas aquele pedacinho de unha, bem, ele estava doente. Ele precisava ser removido, para que o restante do corpo pudesse ficar bem. E foi removido e aquela noite, não foi uma noite bem dormida, porque o dedão latejava, ele ainda estava vivo e sentindo a falta do restinho de unha, e a ferida estava aberta e o mercúrio cromo ainda não tinha feito o efeito. Entretanto, o dia amanheceu, o dedão já não latejava tanto mais, passaram horas e mais uma noite e no dia seguinte, novamente o alívio que eu sentira há quatro meses. O dedão já estava esquecido, apenas se fazia lembrar pela necessidade de tampá-lo para que impurezas não viessem atrapalhar o processo de cicatrização. Mas sabe, acabou, o alívio veio. E o dedo está melhor. Não está lindo ainda, porque tá sem unha ainda, mas não há mais dor.

O que aprendi com tudo isto é que, embora se ame muito uma pessoa a ponto de achar que a vida não é nada sem ela, e apesar da dor ser latejante, ser cruel, uma hora este amor, quando não correspondido, tem que ser extirpado, porque ao invés de fazer o bem que se propõe que o amor faça, ele só faz o mal. Ele ignora, ele bane e magoa. Amor quando é amor, não vive do mal, mas faz o bem.

Aprendi que ficar triste, irada, atônita, chateada ao observar que algumas pessoas alimentam nas outras um amor que nunca irá se concretizar e amarra a vida desta pessoa totalmente, impedindo-a de seguir em frente e encontrar alguém a quem realmente possa se entregar e ter, não muda em nada a realidade daquele que é iludido, porque a gente tem da vida aquilo que busca e que não adianta tentar mostrar ao iludido que ele está vivendo de fantasias, e que o tempo passa e a vida passa e chega uma hora que as fichas caem e tudo que se levou da vida foram ilusões.

Aprendi então, que o melhor que se tem a fazer é arrancar a “unha”, mesmo doendo, e seguir em frente, porque pode demorar uns dias, uns meses, anos, mas o alívio vem. E você também saí da condição de iludido e se abre para as oportunidades que a vida venha a oferecer. Porque um amor pode ser uma prisão, mas o amor de verdade é um vasto céu azul, com nuvens de “algodão”, num dia de verão, com uma constante brisa e uma mar de prata e te oferece toda a liberdade para brincar.



Escrito por Déa Lima às 23h45
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Da Esperança, do amor e da paz! - Andréa de Araújo Lima

No meio da tarde azul,
vi nos seus olhos castanhos
o verde nascendo enfim.

O amarelo da minha alma,
tornou-se vermelho carmim
e tudo que era negro
fez-se branco cetim.



Escrito por Déa Lima às 00h14
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"Chuva De Novembro (November Rain - Gun´s and Roses)

Quando olho nos seus olhos
Vejo um amor contido
E, querida, quando a abraço
Sabe que sinto a mesma coisa?

Nada dura para sempre,
nós dois sabemos que o coração pode mudar
é difícil manter acesa a chama
Na chuva fria de novembro.

Estou vivendo este drama por um longo tempo
Tentando me livrar da dor
porém, sei que amantes sempre vêm e vão
ninguem ao certo sabe quem está deixando quem
Ir embora

Se pudéssemos, eu e você
dar um tempo
Eu poderia esfriar a cabeça
sabendo que você seria minha
toda minha
Então, se quiser me amar,
querida, não se reprima
senão vou terminar indo embora
Na chuva fria de novembro.

precisa de um tempo... para ficar solitária?
precisa ficar um tempo... sozinha?
Todos precisam às vezes... ficar solitários.
não acha que deve ficar um tempo... sozinha?

Eu sei que é difícil manter um coração aberto
Quando mesmo os amigos parecem dispostos a te prejudicar.
Mas se você pudesse curar um coração partido,
O tempo não pararia para te encantar?

Às vezes eu preciso de um tempo... para mim mesmo.
Às vezes eu preciso de um tempo... totalmente sozinho.
Todos precisam de um tempo... para si mesmo.
Você não entende que precisa de um tempo... totalmente sozinha?

E quando seus temores se acalmarem
E as sombras ainda permanecerem,
Eu sei que você pode me amar
Quando não sobrar ninguém para culpar.

Então não se preocupe com a escuridão,
Nós ainda podemos encontrar um caminho.
Porque nada dura para sempre,
Nem mesmo a chuva fria de novembro.

Você não acha que precisa de alguém?
Você não acha que precisa de alguém?
Todos precisam de alguém.
Você não é a única.
Você não é a única."

Porque tudo começou em novembro...



Escrito por Déa Lima às 19h09
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  LARANJAL

 

Volto para Belo Horizonte, não com sonhos e expectativas, mas com a certeza que minha vida vai ser melhor e que vou conquistar na minha terra, tudo que vim conquistar aqui. Não apenas por ser minha terra, mas por voltar para lá com uma nova visão de como a vida funciona e que saio maior das experiências que tive aqui. Crescer é aprender, avaliar e enfrentar. A vitória vem para quem tem coragem de lutar.”


Encerrei meu último texto com este trecho e é interessante porque as coisas têm acontecido mais ou menos assim. Ainda é muito cedo para dizer que consegui tudo o que queria, mas é interessante, pois a minha primeira vitória foi a de conseguir um emprego tão logo cheguei aqui. Vivemos em um momento da economia que muitos têm temido. Há muitas vagas, porém muitas delas não são preenchidas por falta de profissionais qualificados. E há muito desemprego, em consequência disto. Portanto posso me considerar uma privilegiada, com uma semana que retornei à minha terra já consegui colocação e já estou buscando formas de melhorar a cada dia mais. Sou uma pessoa calma, porém inquieta em se tratando de emprego, não conseguiria ficar parada muito tempo, uma semana já foi demais para mim.

Cheguei em BH numa quinta e devido a visitas e, claro, a um descanso pela viagem, já na segunda sai à procura de emprego. Fui em inúmeras agências de RH, deixei vários currículos, afora os que enviei via e-mail, porém apenas dois das dezenas de enviados ou deixados me deram retorno. Mas creio que o que é para ser, é. E o que ocorreu foi que eu fui ao lugar certo, na hora certa e tudo aconteceu da maneira mais natural e sobrenatural possível. Sobrenatural sim, porque creio que foi a mão de Deus que me guiou até onde fui, porque não estava no script (leia-se jornal, agência de RH ou similar). Uma das minhas características é esta, vou à procura, não fico sentada esperando acontecer. E isto tem lá seu lado positivo e seu lado negativo. No entanto, neste momento, foi mesmo um ponto ao meu favor.

Vejo que esta porta é só o começo de outras que se abrirão para mim. Como eu disse: “Crescer é aprender, avaliar e enfrentar. A vitória vem para quem tem coragem de lutar.” Esta coragem nunca me faltou. Eu caio, mas me levanto rapidamente. Dói? Sim, muito. Mas ficar prostrado é pior.

O início deste ano não foi nada bom para mim, inúmeras decepções. Me senti desvalorizada enquanto pessoa e enquanto profissional, porém aprendi muito com as experiências que tive. Há um versículo na Bíblia que diz: “Porquanto qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado.” Lucas 14:11. Sei que isto é verdadeiro. Faço a minha parte procurando ser autêntica, ser verdadeira e não diminuir as pessoas. Um diploma, um cargo, um “Status Quo” só garantem estabilidade financeira, não garantem felicidade e nem consciência tranqüila. Bom é poder deitar a cabeça no travesseiro e dormir a noite inteira ao saber que não se mentiu, não se lesou e nem tampouco traiu ninguém. Bom é poder acordar e assumir os erros e os acertos, mesmo quando não é muito bonito o que se fez, ao invés de ficar mascarando a verdade para fugir da realidade, porque a realidade é dura, mas fugir só adia o encontro com a verdade. Bom é ser o que é, sem ter que se fazer uma outra pessoa para conquistar as pessoas, porque um dia o que somos se mostra e é melhor ser amado e odiado pelo que se é, do que ser amado pelo que não se é.

É... estou aprendendo. Uma decepção aqui, uma tristeza ali, um amor não correspondido lá. Mas no fim tudo é aprendizado. A gente aprende a não confiar tanto, aprende que ficar triste faz parte da vida e que amores não correspondidos fazem parte da vida. Mas não quer dizer que um dia o amor não vá chegar de maneira recíproca. Cair, limpar a poeira e levantar, prosseguir e viver. Não há nada melhor do que viver. Sinto que estou cada dia mais perto do meu objetivo e sinto que nada mais vai me parar. Deus está no controle da minha vida e eu nas mãos d'Ele. O que tiver que ser será.


"Quando eu disse ao caroço de laranja, que dentro dele dormia um laranjal inteirinho, ele me olhou estupidamente incrédulo". Hermógenes



Escrito por Déa Lima às 00h52
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  APRENDIZAGEM

 

 

Hoje fui atrás de uma caixa para colocar minha televisão, ao voltar para casa, passei em frente ao que considero minha primeira moradia em Vila Velha, bateu uma sensação tão estranha. Comecei a lembrar das expectativas e sonhos com que cheguei aqui, a vontade de vencer, de conseguir uma boa colocação, de fazer novos amigos, me casar e de conquistar minha casa própria e poder dar uma condição de vida melhor para minha filha. Olhando para trás vejo meus sonhos... eles não se concretizaram, poderia dizer que saio daqui vazia, porém isto não seria uma verdade.

O tempo que estive aqui, cultivei poucas, mas verdadeiras amizades e estas levo comigo no meu coração para Belo Horizonte. Cometi acertos e erros e com eles aprendi. Saio com a sensação não de perda, mas de recomeço. Principalmente pelos últimos acontecimentos. Saio fortalecida porque pude ver onde falhei e tentarei fazer diferente. Aprendi a amar mais, a ouvir mais, a falar menos e a confiar bem menos, um alerta que a própria Bíblia nos faz: “Maldito o homem que confia no homem”, e sim, eu acredito em Deus e acredito na Bíblia e isto não muda por bases argumentativas, pode até ser que um dia alguém prove que a Bíblia é uma fraude, mas as regras de ética, de conduta e de caráter que norteiam muitas vidas, vêm dela. Verdade que muito do que está escrito ali possa sim ter algo das palavras de homens, e homens erram, mas a ver o Novo Testamento, o que mais se prega é o amor, o respeito ao próximo, o ser fiel, o ser amigo, o ser reto e andar de forma digna, se for provado que é mentira a Bíblia, ao menos não fará mal nenhum para quem segue estes preceitos.

Aprendi que amizades que se fazem muito rapidamente ou permanecem para toda a vida, ou se vão com a mesma velocidade que vieram.Prefiro então a amizade que é construída aos poucos, dia a dia, onde a confiança vai aumentando gradativamente e não diminuindo conforme o convívio aumenta. Reforcei o que já sabia, que ser verdadeira, ser autêntica e ser fiel é o caminho, mesmo que com isto eu não consiga o que quero, ao menos deito minha cabeça no travesseiro e tenho uma noite tranqüila. Percebi também, que como sempre pensei, não preciso ser o que querem que eu seja para que me amem, mas preciso ser eu mesma, para que eu me ame e seja amada. E que segurança tem muito mais a ver como você encara a vida, do que o que você possui na vida. Percebi que minha fraqueza pode se tornar um dia um ponto da minha fortaleza, porque o que é preciso para se vencer na vida eu tenho: garra, disposição e muita coragem. Viver bem para mim é ter coragem para sair e voltar atrás, do que permanecer e adoecer e viver uma situação que não me traz prazer ou alegria. Quem se anula, morre um pouco a cada dia.

Volto para Belo Horizonte, não com sonhos e expectativas, mas com a certeza que minha vida vai ser melhor e que vou conquistar na minha terra, tudo que vim conquistar aqui. Não apenas por ser minha terra, mas por voltar para lá com uma nova visão de como a vida funciona e que saio maior das experiências que tive aqui. Crescer é aprender, avaliar e enfrentar. A vitória vem para quem tem coragem de lutar.



Escrito por Déa Lima às 16h10
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Amigos que me lêem,

Ficarei tempo fora. Estou de mudança. Mudança de vida, mudança de cidade, voltando para casa.
Espero encontrar novamente com vocês por aqui, por enquanto, vou mundo afora.
Ficarei tempo sem navegar. Brevemente apareço aqui para deixar mal tracejadas linhas.
Despeço-me por hora... até logo, até breve.

Déa Lima.

Despedida

Estimado(a) leitor(a),

Possa o AR acalentar seus sonhos,
a TERRA nutrir seus projetos,
a ÁGUA impulsioná-lo para a ação,
o FOGO moldar suas realizações e
até que nos encontremos outra vez...
Possa DEUS tê-lo amorosamente na
palma de Sua Divina Mão.

Maria aparecida Giacomini Dóro



Escrito por Déa Lima às 01h47
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Fix You - Coldplay

"Quando você tenta o melhor, mas não dá certo
Quando você consegue o que quer, mas não o que precisa
Quando você se sente tão cansado mas não pode dormir
Preso ao inverso!

E as lágrimas descem, correndo seu rosto
Quando você perde uma coisa que não pode repor
Quando você ama alguém mas tudo se acaba
Poderia ser pior?

Luzes vão te guiar até em casa
E aquecer teus ossos
E eu tentarei te consertar

E bem lá no alto ou bem no fundo
Quando você está apaixonado demais pra esquecer
Mas se você nunca tentar, nunca vai saber
Exatamente o quanto você vale

Luzes vão te guiar até em casa
E aquecer teus ossos
E eu vou tentar te consertar

Lágrimas rolam no seu rosto
Quando você perde algo que não pode repor
Lágrimas rolam pelo seu rosto
E eu...

Lágrimas rolam pelo seu rosto
Eu te prometo que vou aprender com meus erros
Lágrimas rolam pelo seu rosto
E eu...

Luzes vão te guiar até em casa
E aquecer teus ossos
E eu vou tentar te consertar."

Às vezes a gente procura tanto ou somente espera, e ele vem. Chega te arrebata e você pensa: a busca acabou. Até perceber que não. Sua busca sim, mas não a busca do outro. Você o encontra, mas ele não encontra o que busca em você. E é tão difícil...

E você tenta buscar novamente ou somente esperar. Mas você já está cansado demais, desgastado demais e outros toques, outros beijos, outras mãos não fazem sentido. Quando tudo que você queria está longe, muito longe de você, mesmo que esteja perto, a somente alguns quilômetros de distância. Difícil assimilar tudo, difícil aceitar. Mas você percebe que você não quer mais buscar ou esperar. Você quer somente ficar quieto, desaparecer um pouco. E você pára. Tão somente pára.



Escrito por Déa Lima às 13h54
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Texto de William Shakespeare

 

Há certas horas, em que não precisamos de um Amor...
Não precisamos da paixão desmedida...
Não queremos beijo na boca...
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...

Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer...

Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...

Alguém que ria de nossas piadas sem graça...
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...
Que nos teça elogios sem fim...
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade
inquestionável...

Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...
Alguém que nos possa dizer:

Acho que você está errado, mas estou do seu lado...

Ou alguém que apenas diga:

Sou seu amor! E estou Aqui!



Escrito por Déa Lima às 23h23
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  AMOR QUE NÃO SE PEDE!!!

Alguém pode amar a ponto de achar que o ser amado deve estar com ele mesmo que este não queira? Isto seria realmente amor? Não na minha opinião. Quando uma pessoa ama verdadeiramente ela quer a felicidade do outro, quer que ele seja feliz, independente de como e com quem. Então deixa livre o ser amado para que ele decida o que é melhor para a vida dele. Amor que espera e exige que o outro o ame, não é amor, é obsessão, é posse. Ninguém nunca pode possuir ninguém, a menos que se queira ser possuído, porque mesmo que a pessoa que amamos venha a permanecer ao nosso lado por pura exigência, na realidade não o temos, seus pensamentos, suas ações, sua alma e sua vida não estão conosco, apenas o corpo, que sem alma, não é nada, apenas um objeto inanimado que se usa como se usa um copo para encher de água. Amor não se exige, se conquista ou não.

Uma pessoa que diz amar e exige o amor do outro, na realidade precisa, primeiro aprender a se amar, a ver o valor que possui, perceber que o mundo não é aquela pessoa, mas que o mundo é ela mesma e são todas as pessoas que a rodeiam e que participam de sua vida. Precisa perceber que o mundo é muito maior e ultrapassa os limites do que se vive. Que o investimento que se faz em você é o que você poderá vir a colher no futuro. Amar passa por aprender a reconhecer em você qualidades que precisam ser colocadas em evidência e defeitos que precisam ser reparados, mas não com a intenção de manter o ser amado, mas com a intenção de crescer e ser uma pessoa melhor. Como diz sabiamente Mário Quintana: “O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.” Isto não é uma receita para que a pessoa amada fique com você, mas é o caminho para que ela perceba que você realmente está se amando e passe a te respeitar.

Respeito, outro ponto importante sobre o amor. Quem ama, respeita. Não ultrapassa os limites do outro. Não quer invadir seu espaço, entrar sem ser convidado. Quem ama, respeita a individualidade. Respeita o futebol de final de semana do marido, porque antes de conhecer você, ele já fazia isto. Respeita as sessões de cinema com as amigas no Shopping, porque antes de te conhecer, ela já fazia isto.  Enfim, simplesmente respeita. E respeitando a confiança cresce.

Outra coisa curiosa sobre o amor, se a pessoa amada é a pessoa que Deus tem para você, esta pessoa pode rodar o mundo todo, pode ir para longe, pode se casar, pode se juntar, pode... mas se ela realmente for a pessoa que vai ser sua, ela passa por tudo isto, mas acaba vindo para você. Falar é fácil, você pode estar pensando, não, sei que não é fácil, e como sei! Mas veja o caso da minha mãe, namorou, viveu junto de uma pessoa durante quase dois anos, eles se separaram, ela mudou de cidade, ele permaneceu onde estava. Ele voltou com a ex, viveram anos juntos, o tempo passou, ela teve que voltar para nossa cidade, ele já estava separado e já estavam mantendo contato, então, depois de tanto tempo, agora estão juntos e felizes. “Quem um dia irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração. E quem irá dizer que não existe razão?”

Ah, tá! Mas então quem ama fica esperando isto acontecer? De forma alguma, mesmo porque não se sabe se a pessoa amada é a pessoa da sua vida, sabe-se apenas que ela é a pessoa amada naquele momento. Quem se ama, se oportuniza. Feridas um dia cicatrizam, fecham. Sofrimento é parte do amor, não tem como amar e não sofrer. Mesmo quando o amor é correspondido, se sofre, porque amor é convivência, é acerto de arestas e quando duas pessoas distintas, de criações distintas se juntam, têm muita aresta para ser acertada e isto dói também. Quem ama e se ama, não se fecha para o amor. Pode ser que a pessoa da sua vida não seja quem se ama no momento, então você se fecha e deixa passar o amor de sua vida. Então mantenha as portas fechadas, mas as janelas abertas para ver o amor passar e poder abrir a porta para ele. Mas nunca esqueça que o essencial, o primordial é se amar e se aceitar e não querer um amor imposto. Mas querer um amor que venha até você porque você o atraiu para si. Isto sim é amor. O resto é obsessão, é não querer perder.

 

“Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento.  E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo COMO A TI MESMO. Não há outro mandamento maior do que estes.” Marcos 12:31

 

Só consegue amar de verdade o próximo quem ama a SI MESMO.

 

Observação: demorei muito a aprender isto, mas agora vejo que a receita é simples, mas a gente é que gosta de complicar o “bolo”.



Escrito por Déa Lima às 00h51
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Teias da Vida – Andréa de Araújo Lima

Teias
Vidas traçadas
Entrelaçadas e rabiscadas.

 Teias

Redes armadas

Prontas para a cilada.

 

Teias

Emaranhados novelos

Zeloso desfecho.

 

Vidas

Teias tecidas

Ao longo da estrada.

 

Vidas

Teias de encontros

E de tantos desencontros.

 

Vidas

Teias de histórias

Que se cruzam nas vias.



Escrito por Déa Lima às 21h52
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